Como preparar a casa e a rotina na Quaresma?
A Quaresma é um tempo especial de preparação para a Páscoa do Senhor. Um dos significados do número quarenta – de onde deriva a palavra quaresma – diz respeito a um ciclo completo.
08.01.2026 - 11:33:00 | 3 minutos de leitura

A Quaresma é um tempo especial de preparação para a Páscoa do Senhor. Um dos significados do número quarenta – de onde deriva a palavra quaresma – diz respeito a um ciclo completo. Quarenta é, portanto, um número simbólico: indica um tempo de preparação para um grande acontecimento que está para vir. Assim, podemos compreender todas as referências ao número quarenta que encontramos na Bíblia, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento.
Agora, podemos nos perguntar como preparar a casa (e aqui novamente “casa” significa mais do que o espaço físico onde moramos: indica nosso coração, nossa vida) e nossa rotina para celebrar a Páscoa. A resposta é simples: vivendo bem a Quaresma. Mas como vivê-la bem?
Na liturgia da Quarta-feira de Cinzas temos três atitudes que devem estar no horizonte de todo cristão, especialmente no tempo quaresmal: a oração, a esmola e o jejum.
Quaresma é tempo de rezar mais, de nos predispor ao encontro íntimo com o Senhor. Nunca devemos deixar de buscar isso; caso contrário, a vida cristã e a fé se esvaziam e perdem o seu sentido. Sem oração não existe um verdadeiro seguimento a Jesus; sem oração não há Quaresma. Temos, portanto, que cuidar da nossa relação com Deus!
Quaresma é tempo de esmola. Aqui, esmola não significa dar aquilo que nos sobra ou entregar apenas alguns trocados a um mendigo na rua. A esmola diz respeito à caridade que devemos viver com os que estão ao nosso lado. Em um tempo marcado pelo subjetivismo e por um catolicismo marcado pelos sentimentos e emoções, temos que nos recordar das palavras de São João: quem diz que ama Deus que não vê e não ama o irmão que vê, é um mentiroso (1Jo 4,20). Temos, pois, que cuidar da nossa relação com os irmãos!
Quaresma é também tempo de jejum. O jejum é a luta que travamos contra nós mesmos, contra as más inclinações do coração. Ele é uma batalha pessoal de cada cristão. Quem desiste dessa luta não pode dizer que está buscando a conversão, grande convite da Quaresma.
O cristão deve aprender a esquecer-se de si, a não buscar apenas o próprio conforto, mas o Deus revelado por Jesus. Temos, pois, que cuidar de nós mesmos!
Assim, durante esta Quaresma, empenhemo-nos em rezar mais, fazer mais caridade e lutar mais decididamente contra nossa fragilidade humana. Nesse sentido, a busca pelo sacramento da penitência/confissão é fundamental. O preceito da confissão anual é norma eclesiástica universal desde o Quarto Concílio do Latrão (1215), mas a questão não é a lei: sem confissão não podemos dizer que os exercícios quaresmais foram bem vividos. Se temos, pois, que cuidar de nossa relação com Deus, com os irmãos e conosco mesmos, busquemos, portanto, o sacramento da confissão.
PADRE JULIANO DUTRA, SAC
Padre palotino e professor de História da Igreja na Faculdade Palotina – Fapas.
julianodutr@gmail.com
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